sábado, 2 de maio de 2009

Camelo com alegria

Impecável


Com jeans, camisa branca e casaco marinho, Marcelo Camelo subiu ao palco com seu charme de cartaz.
Faltou ar.
Feito um dois de paus: parei. Parei no gingado. No sorriso. Na voz delicada que mexe tanto com meus ouvidos.
Atrás de mim, mais de meio milhão de pessoas. Em volta, prédios marcados pela história da cidade de São Paulo. Só consegui chorar e agradecer.
Música. Coisa que arrepia. Emociona. Eu, nascida sem vergonha, chorei as pitangas ouvindo assobios vindos de todos os cantos em "Doce solidão", ouvindo palmas em "Além do que se vê" e sentindo a energia de milhões de vozes, sutis, cantando "Santa Chuva". Porque têm coisas na vida, meu amigo, que não voltam. Têm coisas que simplesmente passam. E o que eu mais quero é conseguir acompanhá-las.
Titulado como melhor dia do ano, quiçá da vida. Durmo com dores nas covinhas de tanto rir, com uma voz travestida de tão rouca e com um corpo acabado, cheio de alegria e satisfação.
E xará, sobre seus agradecimentos: Eu que agradeço!

Onde você vira, tem virada.


"E ao coração que teima em bater, avisa que é de se entregar o viver." Marcelo Camelo

1 comentários:

tzorzetto disse...

do caralho deve ter sido amiga!
que bom que está feliz
amo você!