segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu, rio de mim

O que eu queria mesmo era poder beijar aqueles olhos doces, aquele sorriso sem vergonha que mascarava a nossa história proibida.Precisava tão pouco pra tudo aquilo acontecer. Precisava nada.

Talvez tenha sido esse nada que nos zerou. Só pode ter sido isso. Porque com a gente tudo foi sempre muito pronto pra dar certo.

Eu estava alí e ele também, família, corpo, alma, tudo muito bem encaminhado.
Até que bem baixinho ouvi um desabafo.
- Eu não gosto de você - ele disse.
Disse também que não gostava de nós.

E então depois de amar tanto, depois de amar mais de mil vezes, todo dia um pouquinho, eu ví que na verdade a sua ausência colocava tudo no seu devido lugar.

Amigos. Ele. O meu amor.


A ausência mostrou como o amor é capaz de existir sozinho, como é bela sua independência. Porque mesmo sem ninguém regar ou louvar, estamos tão grudados (eu e meu amor), que o fato de você não estar aqui vira só um pequeno detalhe.

E por mais que eu tente, muitas vezes, ver o lado ruim de tudo isso, acabo rindo de mim. Acabo rindo por saber que mesmo as coisas sendo dessa forma eu sou feliz, amor. Eu sou feliz, assim, comigo sem você,
e isso que é o mais bonito.


"Esse silêncio é paz." Nando Reis


- Sobre tentativas: Primeiro texto "longo" do blogue, espero que gostem.

5 comentários:

Luanny disse...

e impressionante a orquestra que tu monta com essa sinfonia de palavras... lindas...significantes..amadas..e profundas.. linda mazinha simplismente unica

k.menin disse...

Eu sou feliz, assim, comigo sem você,e isso que é o mais bonito.
*.*

Sobre tentativa: muito bem sucedida Ma, adorei!

aaluah disse...

ficou lindo!!

Solange disse...

o amor é lindoooooooooo

Solange disse...

o amor vale a pena desde que a alma não seja pequena, mesmo que seja por uma vida inteira, vale a pena , estupidos daqueles que não se deixam amar... muito madura e muito moleca , Deus ilumine sempre seus passos e ti dê muito amor ,para sempre amar...amo vc minha formiguinha